Franquias de educação: cenário é de oportunidades

Franquias de educação

No Brasil, as franquias do segmento educacional têm se revelado uma excelente oportunidade para empreender. E não se trata de achismo. Há uma série de indicadores que evidenciam essa realidade. Em 2020, por exemplo, setor movimentou mais de R$ 10 bilhões, segundo estudo da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Isso em plena pandemia.

Outro ponto a favor das franquias de educação diz respeito ao retorno sobre o investimento – geralmente mais rápido do que em outras áreas. Conforme a ABF, para 53,2% dos franqueados que atuam no segmento, o ponto de equilíbrio aconteceu num período que varia de seis meses a apenas um ano.

Assim, não apenas abrir um negócio se torna financeiramente vantajoso, como também apresenta vantagens pela flexibilidade. Afinal, é possível empreender em diferentes áreas de ensino, como escola infantil, curso de idiomas, metodologia bilíngue, aulas de reforço e cursos superiores – entre outros.

Soma-se a isso o fato de que, ao empreender em educação, o empresário se envolve em uma atividade com um claro propósito: capacitar pessoas, sejam elas crianças ou adultos, e preparar melhores profissionais para o mercado de trabalho.

Edtechs como oportunidades para franquias

Formado pela junção das palavras educação e tecnologia em inglês, o termo edtech refere-se às empresas que desenvolvem ferramentas tecnológicas para o segmento educacional. Ou seja, que aplicam processos inovadores capazes de facilitar a aprendizagem e aprimorar sistemas de ensino.

Um estudo feito pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups) revela que as edtechs representam 17,3% do total de empresas de pequeno porte existentes no Brasil. Algumas, inclusive, podem crescer a ponto de se tornarem redes de franquias – cerca de 10 das unidades franqueadas no Brasil integram o segmento educacional.

Seguindo uma tendência verificada nos últimos anos, e apesar da crise causada pela pandemia, as startups de educação apresentaram crescimento em 2020. Conforme o Mapeamento Edtech, 63,8% das edtechs mantiveram ou aumentaram as receitas no ano passado. E a grande maioria (88,8%) não precisou fazer demissões no período. Além disso, 40% delas aumentaram o volume de contratações.

O estudo da ABStartups considerou 566 empresas em atividade no Brasil, número 26,1% maior do que no ano anterior. A justificativa para o aquecimento no setor é explicada pela busca por maior qualificação por parte dos brasileiros – mesmo em meio à crise sanitária, muitas pessoas buscaram novos conhecimentos para competir no mercado de trabalho. Enquanto muitas desejam aprender outro idioma, outras partiram para especializações em áreas técnicas, por exemplo.

Atualmente, a maioria das edtechs (58,7%) estão na região Sudeste do país, sendo São Paulo o estado líder no ranking. A região Sul é outro polo de desenvolvimento de tecnologias para a educação, abrigando aproximadamente 20% do total de edtechs brasileiras. Na sequência, aparecem as regiões Nordeste (10,4%), Centro-Oeste (8%) e, por fim, Norte (2,3%).

error: Content is protected !!