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Guia definitivo para implementar um programa bilíngue na escola  

Todo idioma é uma ponte.  No caso do inglês, podemos dizer que se trata de uma megaconstrução, ligando indivíduos e culturas ao redor do mundo. Hoje, ter o inglês como segundo idioma não é mais um diferencial – é uma necessidade.  Para se ter uma ideia, segundo uma pesquisa da empresa de recrutamento Catho, falar inglês aumenta o salário em até 72%.   

Mais de um bilhão de pessoas falam inglês ao redor do mundo. A língua é considerada o dialeto universal da inovação, da tecnologia e dos investimentos. Além disso, é fundamental para uma educação integral, capaz de conectar o estudante à produção cultural e acadêmica internacional.  

Não por acaso, implementar programas bilíngues é uma urgência em escolas brasileiras – hoje, só 3% delas têm algum tipo de educação bilíngue. Estimativas apontam que apenas 5% da população do Brasil tem conhecimentos em inglês, sendo que apenas 1% é fluente no idioma. Por isso, preparamos um passo a passo com nove etapas para auxiliar os gestores escolares nesse processo.  

Confira!  

Índice  

  1. O que é um programa bilíngue  
  2. Observe a legislação 
  3. Busque a solução ideal para a sua realidade 
  4. Organize a grade curricular 
  5. Encontre o professor certo 
  6. Treine o profissional para a aplicação da metodologia 
  7. Metodologia  
  8. Acompanhamento  
  9. Testando o conhecimento 

Bônus: O Inglês na BNCC 

  1. O que é um programa bilíngue  

A principal característica de um programa bilíngue é oferecer o currículo escolar em língua portuguesa em articulação com o aprendizado de competências e habilidades linguísticas em outros idiomas. 

Nessa proposta, o professor de inglês ministra aulas usando como tema as disciplinas do currículo tradicional. O objetivo é adquirir as competências esperadas na língua estrangeira a partir dos conteúdos de história, geografia, química, entre outras. 

Ou seja, não se trata apenas de ensinar inglês, mas ensinar em inglês. Os alunos são envolvidos por meio de temas relacionados ao conteúdo de outras disciplinas curriculares, como o ciclo da água das aulas de Ciências, para que produzam no idioma a cada lição.

Ou seja, a metodologia de ensino se apropria desse conteúdo para exemplificar casos e se aproximar da realidade do estudante. 

O programa bilíngue não escolhe a idade dos alunos. Pode ser introduzido desde o berçário, de forma lúdica. Quanto mais cedo o inglês entrar na vida da criança, mais fácil ela irá se habituar aos sons, uma vez que cada língua tem sua própria fonética.  

O Twice, por exemplo, é um programa bilíngue que trabalha com carga-horária estendida para as turmas. Isso quer dizer que o projeto efetivamente faz parte do cotidiano escolar, o que o torna alinhado à faixa etária do estudante.  

  1. Observe a legislação 

Quando se pensa em implementar um programa bilíngue, é fundamental conhecer os detalhes da legislação vigente, tanto em nível federal, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como em nível municipal.  

Cada cidade pode ter as suas especificidades a respeito da carga-horária das aulas, espaço na grade curricular, entre outros aspectos. Assim, é fundamental dialogar com a secretaria municipal de educação da cidade onde a escola está localizada.  

  1. Busque a solução ideal para a sua realidade 

Uma das primeiras providências é identificar qual é a solução mais adequada às necessidades da instituição. É importante levar em consideração aspectos relacionados aos objetivos, ao material didático, treinamento dos professores e aos valores que guiarão a experiência da comunidade escolar ao longo do projeto.  

  1. Organize a grade curricular  

Um dos maiores desafios é encontrar o encaixe ideal entre a realidade da escola e o programa bilíngue escolhido. A melhor opção é reorganizar a grade curricular para incluir o inglês no DNA da formação estudantil. 

Para isso, talvez seja preciso expandir a carga horária total. Por exemplo, se as crianças saíam às 17h da escola, com o projeto bilíngue sairão às 18h.  

Para fazer a diferença para a escola e para os estudantes, é preciso que a iniciativa seja curricular. Esse é o grande diferencial e o grande desafio: alterar a grade curricular para receber o projeto bilíngue. 

Implementar um programa bilíngue exige planejar como se dará o encaixe de todas as disciplinas. Durante sua execução, é preciso reservar ao menos uma hora de aula diária em inglês para todos os anos da formação escolar.  

  1. Encontre o professor certo 

Escolher docentes conectados ao programa bilíngue e aos valores da escola é uma das tarefas do processo de implementação. Afinal, esses professores serão os responsáveis por conduzir a metodologia escolhida. 

Essa etapa geralmente é feita pela instituição de ensino em conjunto com a equipe do programa bilíngue. No caso do Twice, a escola faz o recrutamento e  a seleção inicial dos professores, que já podem ser docentes da escola ou não.  

Depois desse primeiro processo seletivo, uma especialista do programa bilíngue analisa se o candidato corresponde às necessidades da metodologia, como formação em pedagogia ou letras, proficiência e fluência avançados e conduz uma entrevista pessoal. Em seguida, a instituição e o Twice discutem quem são os candidatos ideais para posterior contratação da escola. 

  1. Treine o profissional para a aplicação da metodologia  

Cada solução disponível no mercado tem a sua metodologia de ensino e treinamento dos professores escolhidos.  

No Twice, por exemplo, o professor passa por um treinamento assíncrono de 40 horas dividido em seis módulos. Quando ele termina a formação, passa para um treinamento síncrono com a pedagógica do programa.  

Os professores são ensinados a planejar aulas mais assertivas de acordo com a metodologia do programa, os conteúdos e objetivos das aulas. 

  1. Metodologia  

Cada solução de ensino bilíngue pode trabalhar com uma metodologia diferente. Uma das abordagens mais eficientes é conhecida como Content and Language Integrated Learning (CLIL) e trabalha o conteúdo de uma determinada área do conhecimento por meio de uma língua adicional.  

Nessa perspectiva, o ensino de inglês atua como uma ferramenta que, além de ensinar uma segunda língua, potencializa a aprendizagem dos alunos. Assim, são desenvolvidos conteúdos específicos das disciplinas ao mesmo tempo em que se ensina habilidades em um novo idioma. É como funciona no Twice.  

Além disso, a solução conta com materiais didáticos 100% autorais. Outro diferencial é que todas as aulas têm objetivos claros, linguísticos e de conteúdo.  

O professor conta com um guia para seguir até o final da aula. Assim, ele planeja suas atividades para levar os alunos a uma produção final esperada. Ao mesmo tempo, o docente tem ferramentas para redirecionar o curso da aula caso perceba alguma dificuldade por parte dos estudantes.  

O Twice também oferece uma série de materiais de apoio, como fantoches, jogos, flashcards, concretos e áudios.  

Os estudantes interagem durante todo o curso. Nos anos finais do ensino fundamental, por exemplo, formam grupos para encontrar soluções e trabalham com projetos. Não se trata de uma metodologia conteudista. Pelo contrário, são desenvolvidas habilidades socioemocionais e o repertório cultural. Tudo alinhado à BNCC.  

  1. Acompanhamento  

Capacitação e consultoria pedagógica são dois dos principais aspectos que fazem um sistema de ensino se diferenciar de um material didático. Isso inclui acompanhamento das aulas, feedback para o professor e reuniões com a coordenação pedagógica da escola. Tudo em um processo contínuo.   

Esse é um ponto fundamental, ainda mais para as escolas nas quais a coordenação pedagógica não fala inglês. Com um acompanhamento próximo, é possível saber se o professor está conseguindo implementar de fato a metodologia, se os alunos estão aprendendo, se o programa está ocorrendo de acordo com as metas e valores da escola e do programa.  

  1. Testando o conhecimento 

Conhecer o nível em que os estudantes estão e acompanhar o seu desenvolvimento é fundamental. Inclusive, para identificar oportunidades de melhoria e para facilitar a adptação de novos alunos oriundos de escolas que não adotavam programas bilíngues.  

Nesse sentido, uma das alternativas é a avaliação ACTFL de Desempenho em Proficiência em Línguas (AAPPL). Trata-se de um exame que aborda os padrões de preparação mundial para aprendizagem de idiomas.  Nele, os alunos realizam tarefas como participar de um bate-papo por vídeo, enviar e-mails e usar aplicativos para demonstrar habilidades de linguagem.  

A AAPPL avalia os seguintes modos de comunicação: Audição/Fala Interpessoal, Escrita Apresentacional e Leitura e Audição Interpretativa. A sugestão é que o teste seja aplicado uma vez ao ano.  

É importante que a avaliação aconteça assim que a escola adotar o programa e ao final do primeiro ano, para fins de comparação. O teste de produção oral começa a ser aplicado a partir do segundo ano do Ensino Fundamental para escolas que têm aula Twice todos os dias. A partir do terceiro ano do Ensino Fundamental, são realizados testes de produção oral, compreensão auditiva, escrita e leitura.  

Bônus: O Inglês na BNCC 

O tratamento dado ao inglês na BNCC prioriza o foco da função social e política da língua. Ensinar inglês dentro dessa perspectiva tem três implicações para o currículo. Saiba quais são elas.  

A primeira é que o caráter formativo obriga a rever as relações entre língua, território e cultura, na medida em que os falantes de inglês já não se encontram apenas nos países em que essa é a língua oficial. 

A segunda implicação diz respeito à ampliação da visão de letramento, ou melhor, dos multiletramentos, concebida também nas práticas sociais do mundo digital – no qual saber a língua inglesa potencializa as possibilidades de participação e circulação – em um contínuo processo de significação contextualizado. 

A terceira implicação diz respeito às abordagens de ensino. Situar a língua inglesa em seu status de língua franca implica compreender que determinadas crenças – como a de que há um “inglês melhor” para se ensinar, ou um “nível de proficiência” específico a ser alcançado pelo aluno – precisam ser relativizadas.  

Isso exige do professor uma atitude de acolhimento e legitimação de diferentes formas de expressão na língua, como o uso de “ain’t” para fazer a negação, e não apenas formas “padrão” como “isn’t” ou “aren’t”

O Twice   

Agora que você sabe mais sobre o que é e como implementar um programa bilíngue, que tal encontrar a solução certa para a sua escola? 

O Twice oferece um serviço completo para implementação de programas bilíngues em escolas. O portfólio conta com livros didáticos, plataforma digital de treinamento, materiais pedagógicos, supervisões anuais, suporte online, palestras para os pais, assessoria de marketing e consultoria para contratação de professores.  

 

 

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