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Com carga horária maior e diferentes possibilidades de formação, o Novo Ensino Médio começará a se tornar realidade nas escolas públicas e privadas do Brasil a partir de 2022. De acordo com as diretrizes publicadas no Diário Oficial da União, a implementação será escalonada, começando pelo 1º ano e sendo concluída em 2024.

A principal mudança está na criação de itinerários formativos nas áreas de linguagens e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias, ciências humanas e sociais aplicadas e formação técnica e profissional. A escola deverá oferecer até cinco opções para aprofundamento, conforme o contexto do corpo estudantil, e o aluno escolhe a que melhor combinar com seus interesses e necessidades.

O Novo Ensino Médio também amplia a carga horária mínima de aula, que passa das atuais 800 horas para 1.000 horas anuais. Diante dessas alterações, fica a pergunta: o que acontece com a educação bilíngue nesse novo cenário?

Ensino bilíngue e o Novo Ensino Médio

Embora o modelo mais flexível proposto pela reforma traga oportunidades, há também desafios. Um deles é compor um currículo atrativo e que atenda às demandas do Novo Ensino Médio, como o cumprimento dos eixos estruturantes. São eles: empreendedorismo, investigação científica, processos criativos, mediação e intervenção cultural.

As novas diretrizes permitem que as escolas bilíngues ofertem o ensino de uma segunda língua tanto nos itinerários formativos quanto nas disciplinas eletivas. A definição deve cumprir a carga horária mínima exigida do ensino bilíngue (20% do currículo), bem como as orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Além disso, é importante que as instituições considerem os seguintes aspectos:

  • A interdisciplinaridade, um elemento fundamental para que os alunos entendam as conexões entre as áreas do conhecimento e, assim, aprendam de forma mais efetiva;
  • A competência intercultural, que pode ser desenvolvida com o ensino bilíngue nos currículos formativos e permite que o aluno tenha contato com culturas diferentes;
  • A adequação do ensino bilíngue à formação integral do aluno. Aqui, considera-se o desenvolvimento linguístico e projetos que podem ser feitos por meio da disciplina da linguagem – ou que permitam o desenvolvimento de habilidades diversas, como em laboratórios de pesquisa, grupos de estudo e oficinas em língua inglesa.