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O currículo é o norteador do processo de ensino e aprendizagem de qualquer escola. O documento indica os conteúdos que serão estudados e as atividades a serem realizadas ao longo da jornada estudantil. Para isso, a equipe pedagógica deve seguir direcionamentos do Ministério da Educação (MEC). A escola bilíngue, por sua vez, não conta com o mesmo tipo de suporte e regulamentação.

Nada pode ser definido sem consultar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que estabelece os Parâmetros Curriculares Nacionais (PNC). As instituições de ensino contam, ainda, com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Em meio a esse contexto, é preciso entender que o currículo escolar não é algo estático, podendo adaptar-se a cada realidade.

Como a educação bilíngue não possui direcionamentos específicos, há uma falta de uniformidade nos programas de ensino Brasil afora. Por isso, as escolas bilíngues devem seguir as diretrizes estabelecidas para a educação de modo geral.

Ensino bilíngue sob a BNCC

A Base Nacional Comum Curricular é orientada pelos princípios éticos, políticos e estéticos definidos pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) da educação básica. Ela serve como guia para o ensino tradicional e, também, para o bilíngue.

Conforme a BNCC, a língua inglesa é um componente curricular que potencializa o envolvimento e a participação ativa dos estudantes no mundo social globalizado e plural. Essa realidade é ainda mais evidente nas instituições bilíngues, que promovem práticas culturais, artísticas e musicais, sempre procurando atender aos preceitos de integralidade que a BNCC estabelece.

Além de proporcionar o aprendizado de um segundo idioma em diferentes disciplinas, as escolas bilíngues oferecem benefícios à rotina escolar dos alunos. Entre eles, a maior capacidade de organização e concentração e o melhor desenvolvimento de habilidades cognitivas relacionadas à escrita, à fala e à leitura.

Escola bilíngue e escola internacional

Quando se fala em currículo escolar em dois idiomas, é importante observar que existem diferenças entre as escolas internacionais e os programas bilíngues. A instituição internacional tem o ensino fundamentado no currículo e na proposta pedagógica de um país de língua estrangeira. Já a escola com programa bilíngue utiliza exclusivamente o currículo brasileiro e pode estender sua carga horária para ensinar um segundo idioma.

Ou seja, as escolas bilíngues ministram aulas tanto em português quanto numa segunda língua, o que proporciona uma imersão no conteúdo. O objetivo não é simplesmente aprender outro idioma, mas utilizá-lo como meio de ensino e aprendizagem.

Segundo a Organização das Escolas Bilíngues (OEBi), para serem consideradas parte do setor, as instituições precisam ter carga horária mínima diária de aulas ofertadas na segunda língua. O percentual é de 75% na educação infantil, 33% no ensino fundamental II e 25% no médio.