fbpx

A educação é um dos principais meios de mudança social. É por meio dela que a sociedade desenvolve os seus cidadãos e define o seu presente e o seu futuro. No Brasil, a realidade está longe de ser das melhores. Entre 79 nações avaliadas pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2018, o país ficou em 64º colocação em letramento científico, 57º em leitura e 70º em matemática. Já no TOEFL, ocupou o 43º lugar no ranking.

Além de políticas públicas, a reviravolta na área depende de gestores escolares compromissados com estudantes, docentes e demais colaboradores. Mas não de qualquer perfil. Para mudar a educação, é necessário que os profissionais sejam capazes de inovar como que se dá o processo educacional. Para isso, precisam executar diversas funções, bem como buscar atualização constante.

A seguir, confira como deve ser a atuação de um gestor escolar inovador – tanto em instituições regulares como bilíngues!

Índice

  1. O que faz um gestor escolar
  2. Como ser um gestor escolar inovador
  3. Tendências na gestão escolar inovadora
  4. Como montar um projeto pedagógico inovador
  5. Cases de escolas inovadoras

1. O que faz um gestor escolar

O gestor escolar cumpre funções administrativas e gerenciais, atuando como uma espécie de maestro. É ele quem rege os estudantes e a comunidade escolar (professores, colaboradores e pais) durante a elaboração e a execução do Projeto Político Pedagógico (PPP) da instituição de ensino.

Cada atitude e decisão deve ter como principal objetivo propiciar acesso a uma educação de qualidade, formadora de cidadãos resilientes e capazes de lidarem com os desafios contemporâneos. Ou seja, aqueles relacionados à globalização, dinamicidade no mercado de trabalho e crescente preocupação com as mudanças climáticas, por exemplo.

Oportunizar o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais também é importante – e impacta diretamente a sociedade. É o que indica o Ideb-Enem, um novo índice de qualidade do ensino básico criado na Universidade de São Paulo (USP). Os dados mostraram que os municípios que melhoraram o nível de educação apresentaram queda de 25% nos homicídios e óbitos por causas externas e aumento de 200% nas taxas de empregos entre os jovens e de 15% nas matrículas no ensino superior.

Para garantir estes e outros resultados positivos, a escola precisa ser um ambiente horizontal e colaborativo, em que alunos e professores são escutados e têm suas necessidades atendidas. Ao mesmo tempo, o gestor deve analisar as informações pertinentes ao funcionamento da rotina da escola para que possa identificar lacunas, oportunidades e melhorias no processo de aprendizagem.

Além disso, a gestão escolar inclui funções como:

  • Aproximar as famílias dos alunos da escola;
  • Garantir o cumprimento do calendário escolar;
  • Gerir os recursos humanos, materiais e financeiros da instituição de forma responsável e transparente.

2. Como ser um gestor escolar inovador

É evidente que fazer a gestão escolar é uma grande responsabilidade. E a cada mudança na sociedade a função se torna mais complexa. De frente a um novo contexto, o gestor deve buscar meios de atender as necessidades da comunidade escolar. Para isso, o melhor caminho é a inovação.

Um gestor escolar deve estar ciente da complexidade da tarefa e de que o princípio da inovação precisa estar presente em todos os ambientes da instituição, bem como previsto no PPP. A partir dessa noção, é importante considerar sociais, comportamentais, emocionais, esportivos, artísticos e outros relacionados ao contexto em que cada aluno está inserido. Só então o profissional compreenderá as realidades dos indivíduos e poderá agir com eficácia. Ao mesmo tempo, a estratégia demanda atualização sobre as tendências no ensino, entre elas o bilinguismo.

A sala de aula também deve ser atingida pela inovação, ganhando cores vibrantes, estimulando todos os cinco sentidos e facilitando a interação entre os membros da comunidade escolar, além de contar com uma distribuição de classes diferente das tradicionais fileiras. Uma opção é dispor os estudantes em rodas, semicírculos ou outro formato propício à atividade proposta pelo docente.

Porém, não basta o gestor escolar buscar soluções inovadoras. O corpo docente precisa saber colocar tudo isso em prática. Assim, a coordenação deve oferecer condições para que os professores participem de capacitações profissionais – inclusive dentro da escola, com a troca de conhecimentos, por exemplo. Os docentes também podem assistir as aulas dos colegas e observar como cada um trabalha, o que trará insights para a rotina em suas próprias disciplinas.

3. Tendências na gestão escolar inovadora

Acompanhar estudos e debates e trocar experiências com colegas de profissão favorece o acesso do gestor escolar às tendências no setor educacional. Atualmente, elas giram em torno de modos mais eficazes de ensino e do uso de tecnologias, entre outros temas.

A educação atual demanda cidadãos resilientes a mudanças no mercado de trabalho e portadores de habilidades socioemocionais como empatia, trabalho em equipe e liderança. Já é vastamente sabido que essas capacidades são mais facilmente desenvolvidas por meio da aplicação de metodologias ativas, como sala de aula invertida e aprendizagem baseada em problemas (ABP ou PBL, na sigla em inglês).

A abordagem transforma os professores em facilitadores da construção de conhecimento e diminuem o uso de aulas meramente expositivas – em que os alunos têm papel passivo. O objetivo, aqui, é fazer com que o ensino faça sentido para as turmas e se dê de forma integrada e contextualizada. A estratégia não apenas melhora o engajamento como também contribui para o estabelecimento de vínculos de respeito e cooperação entre docentes e estudantes.

Ao mesmo tempo, o mundo se torna cada dia mais tecnológico. Portanto, as escolas precisam fazer o mesmo movimento. Isso é possível por meio de laboratórios makers e uso de inteligência artificial, por exemplo. Os estudantes também podem acessar plataformas adaptativas, em que constroem trilhas de aprendizado condizentes com as suas dificuldades e necessidades.

Outra tendência é a abordagem de temas relacionados ao meio ambiente, como resposta à crescente preocupação com a crise climática e seus impactos no futuro no planeta Terra. Nesse caso, é possível propor atividades de conscientização sobre coleta seletiva, reaproveitamento da água da chuva e uso de energia solar.

Já a adoção do ensino híbrido durante a pandemia jogou luz em novas possibilidades de atividades à distância. Os professores podem usar recursos virtuais como plataformas interativas e jogos.

4. Como montar um projeto pedagógico inovador

Conhecendo os problemas enfrentados pelos indivíduos que formam a escola, o gestor deve partir para o planejamento de um Projeto Político Pedagógico capaz de preencher estas lacunas e atingir os objetivos traçados. O processo conta com quatro etapas. São elas:

  • Escuta das pessoas interessadas ou impactadas pelo projeto para conhecer as necessidades do público-alvo e definir metas e objetivos claros e possíveis;
  • Revisão de trajetória e prioridades;
  • Pequenas entregas semanais;
  • Definição de um plano de comunicação com linguagem acessível ao público-alvo, bem como de datas para comunicar cada grupo da comunidade escolar sobre o andamento da construção do PPP. Também deve haver meios de receber e dar feedback.

Além disso, o processo demanda disponibilidade de orçamento e de pessoal. Outro ponto importante é a viabilidade, o que pode ser conquistado por meio de parcerias com organizações e empresas tanto na elaboração quanto na execução dos planos.

5. Cases de escolas inovadoras

O Brasil e o mundo contam com diversas escolas inovadoras que podem inspirar os gestores escolares a revolucionarem o ensino nas instituições em que atuam. Confira três exemplos.

  • Instituto Gabriela Leopoldina (IGL): A instituição de ensino de Belo Horizonte (MG) divide os estudantes de 12 a 18 anos em casas como as da saga de livros e filmes Harry Potter. No entanto, os nomes são diferentes: Atena, Mutantes, Charlie Brown Jr., Napoleão e Luther King. Os alunos escolhem de qual querem fazer parte a partir dos valores e das diretrizes de cada grupo, o que incentiva a identificação e a construção de uma identidade, além de ajudar no desenvolvimento de competências e habilidades socioemocionais.
  • Projeto Âncora: A escola de ensino básico localizada em Cotia, no estado de São Paulo, define os roteiros de aprendizagem a partir dos interesses, necessidades e sonhos dos estudantes. Tem como principais objetivos formar cidadãos autônomos, responsáveis e comprometidos na construção de um projeto de sociedade e melhorar a realidade de crianças e adolescentes de baixa renda. Os alunos passam por espaços de construção de conhecimento, sem serem separados por séries ou idades.
  • Escola Técnica Estadual Cícero Dias: Foi criada em Recife (PE) para fazer parte do Núcleo Avançado em Educação (NAVE) e é um resultado da parceria entre o Oi Futuro e a Secretaria de Estado de Educação de Pernambuco. O currículo gira em torno da educação profissional e do desenvolvimento da criatividade e da capacidade de solução de problemas. Faz isso ao aliar o ensino médio tradicional em turno integral às formações técnicas nas áreas de multimídia e programação de jogos digitais.

O Twice   Oferecer um ensino bilíngue também é uma forma de agregar inovação na escola. Deseja implementar o bilinguismo na sua instituição? Então entre em contato com o Twice! O portfólio conta com livros didáticos, plataforma digital de treinamento, materiais pedagógicos, supervisões anuais, suporte online, palestras para os pais, assessoria de marketing e consultoria para contratação de professores.