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É comum que as pessoas confundam a educação bilíngue com a educação internacional, o que pode atrapalhar os pais na hora de escolher uma escola. Naturalmente, a raiz do equívoco está no fato de que ambas propõem o ensino em língua estrangeira. No entanto, as semelhanças param por aí.

As Diretrizes Curriculares para a Educação Plurilíngue, do Conselho Nacional de Educação (CNE), estabelecem quatro possibilidades de formatação escolar: escolas internacionais, escolas bilíngues, escolas brasileiras com currículo internacional e escolas com carga horária estendida em língua adicional.

Aprovadas pelo CNE em 2020, as diretrizes ainda aguardam a homologação do Ministério da Educação (MEC). Enquanto isso, entenda, abaixo, quais são as principais diferenças entre essas instituições escolares conforme o documento:

Escolas bilíngues

As escolas bilíngues seguem um currículo único – o brasileiro -, mas integrado e ministrado em duas línguas. Em outras palavras, os conteúdos das disciplinas são os mesmos exigidos pelo MEC para qualquer escola. A diferença é que as aulas são ministradas em dois idiomas, garantindo uma espécie de imersão no ensino de duas línguas no decorrer da grade curricular.

A oferta do projeto pedagógico bilíngue deve alcançar a todos os estudantes em todas as etapas da educação básica. São exigidos os seguintes percentuais mínimos de carga horária com instrução na língua adicional: educação infantil (30%), ensino fundamental (30%) e ensino médio (20%). Para as duas primeiras etapas, é estabelecido o percentual máximo de 50% da carga horária.

Escolas com carga horária estendida em língua adicional

A principal característica é oferecer o currículo escolar em língua portuguesa em articulação com o aprendizado de competências e habilidades linguísticas em línguas adicionais. São como escolas tradicionais que oferecem aula de língua adicional integrada à grade curricular através da ampliação do horário escolar. Nesse modelo, estão as escolas com educação bilíngue, ensino bilíngue ou programa bilíngue. Mas não são consideradas escolas bilíngues, pois o segundo idioma não é usado para ensinar os conteúdos do currículo – embora esses conteúdos sejam usados frequentemente como tema das aulas de língua estrangeira.

Escolas internacionais

As escolas internacionais estão vinculadas a outros países e adotam os currículos estrangeiros. Isso significa que o aluno pratica o mesmo calendário e recebe um diploma do país em questão. Todas as disciplinas são lecionadas no segundo idioma. Seu funcionamento depende de certificações internacionais, como o Programa de Bacharelado Internacional (International Baccalaureate), um programa de desenvolvimento educacional ligado à Unesco.

Escolas Brasileiras com Currículo Internacional

Conforme as diretrizes do CNE, as escolas brasileiras com currículo internacional “se caracterizam pelo estabelecimento de parceiras, adoção de materiais e propostas curriculares de outro país”. Nesse caso, a adoção do currículo internacional não pode ocasionar prejuízo ao currículo brasileiro. Assim como as escolas bilíngues e as escolas com carga horária estendida em língua adicional, são consideradas instituições nacionais sujeitas ao cumprimento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Elas podem se enquadrar no conceito de escola bilíngue, desde que cumpram os pré-requisitos.